Citação do Dia

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“Alexander, você é meu primeiro amor. Você sabia?”  Ele apertou seu bumbum, pressionando seu corpo contra o dela, lambeu o sal de seu rosto e acenou positivamente. “Eu sei disso.”

Oh?

Tatia, eu sabia mesmo antes de você mesma descobrir.” Ele sorriu. “Antes de você finalmente descobrir a palavra para descrever para si mesma o que você sentia, eu sabia desde o começo. De que outro modo você poderia ter sido tão tímida e inocente?”

Inocente?

Sim.”

Eu era tão óbvia assim?

Sim.” Alexander sorriu. “Sua incapacidade de olhar para mim em público e ainda sua total devoção ao meu rosto quando estávamos juntos a sós – como agora,” ele disse, beijando-a. “Seu embaraço com as menos coisas – eu não podia ao menos pôr uma mão em você no bonde sem que você ficasse corada… seus dedos em mim quando eu lhe falava sobre os Estados Unidos… seu sorriso, seu sorriso Tania, quando você corria para mim em Kirov.” Alexander balançou a cabeça com a lembrança. “Que bela prisão você armou para mim com seu primeiro amor.”

The Bronze Horseman  – Livro II (O Portão Dourado)

~ Alê

 

 

#TBHBRnaRússia | # 6 Catedral de St. Isaac’s

” ‘Estou indo em direção a St. Isaac’s. Eu cuido dos ataques aéreos acima da cúpula (…)’ “

A Catedral de St. Isaac’s foi dedicada ao São Isaac de Dalmatia, o chamado ‘santo-patrono’ do Czar Pedro, o Grande (olha ele de nooovooo!) e teve sua construção completada em 1858. A belíssima cúpula dourada pode ser vista de qualquer ponto do centro histórico da cidade, sendo uma das maiores construções da Igreja Ortodoxa de São Petersburgo.

pic1Algumas visões da cúpula da Catedral (duas da Praça do Palácio e outra de um certo monumento que nós conhecemos!)

” ‘Eu preciso conversar com você e sozinha. Venha me ver hoje a noite na St. Isaac’s.’ O turbulento coração de Tatiana martelou em seu peito. St. Isaac’s! ‘Alexander, eu mal posso andar os três quarteirões até o hospital. Como eu vou fazer para chegar na St. Isaac’s?’ Mas Tatiana sabia: mesmo que ela tivesse que rastejar, puxando a perna, ela iria chegar até a Catedral.”

Acho que todo mundo lembra das cenas da Catedral! Por muitos momentos do livro, foram as lembranças desta cena que faziam com que Tatiana se mantivesse em pé nos piores momentos – mesmo que durante o período Comunista muitos serviços religiosos fossem proibidos, o encontro furtivo de Tatiana e Alexander na Catedral serviu como uma reavivação de fé em meio ao caos, se podemos assim dizer.  Como boa fã, eu fiquei uns belos minutos olhando para o topo da catedral, relembrando as cenas e rindo sozinha igual uma besta! <3

20140627_193218A belíssima Catedral de St. Isaac’s!

Com a elevação do regime comunista, os serviços religiosos sofreram uma grande repressão e em 1931 a Catedral se transformou no Museu da História da Religião e Ateísmo, e alguns anos depois as peças relacionadas a Religião e Ateísmo foram transferidas para outra Catedral, a belíssima Catedral de Kazan, e o museu de St. Isaac’s foi focado em artigos da própria igreja.

E aqui vai uma curiosidade: durante a Segunda Guerra Mundial, a cúpula da igreja foi pintada de cinza para confundir a artilharia inimiga e assim evitar ataques aéreos no local. Com a queda do comunismo, uma parte da Catedral foi reaberta e os serviços religiosos foram retomados aos poucos em algumas capelas específicas da Catedral. Hoje, apenas serviços de grande público são realizados ali e a Catedral foi aberta a visitação.

20140625_210506Mais uma imagem da Catedral – na história de O Cavaleiro de Bronze, Tatiana se encontrou com Alexander no topo da cúpula e lá ele contou uma série de detalhes de sua história, e fez com que nós (as pobres fãs) suspirássemos (e chorássemos) ainda mais! <3

Lembram-se quando falamos sobre  o Hotel Astoria e os bombardeios na Nevsky Prospekt? O Astoria fica na frente da Catedral e reza a lenda (ou a história, who knows!) que Hitler teria reservado o Astoria para comemorar o caput da cidade.

” ‘Você sabe onde fica o Astoria, Tania. É próximo a St. Isaac’s.’ E o rosto de Tatiana enrubesceu.” 

20140627_192655O hotel Astoria fica na praça em frente a Catedral – nesta foto pode-se ver o Hotel como o edifício de topo ‘pontudo’ no centro da foto.  Dá pra imaginar Hitler comemorando a entrada na Rússia ali?

Ficamos por aqui hoje, e na segunda, 11 de Agosto, falaremos de um dos mais belos fenômenos mundiais: as noites brancas de São Petersburgo! Até lá! <3

~Viviane Cordeiro (Vivika)

#TBHBRnaRússia | # 5 Jardim de Verão (Summer Garden)

Para aqueles que já tiveram a oportunidade de ler a trilogia completa do Cavaleiro de Bronze já tem uma noção do quão importante é esse local (haja visto que é ele que dá nome ao último livro), mas seja em qualquer um dos três livros, o Jardim de Verão é sempre um sonho pra qualquer fã!

Em sua longa vida, o Jardim de Verão já assistiu muitas cenas: a desastrosa inundação de 1777 que acabou com uma boa parcela do Jardim, uma tentativa de assassinato de um Czar… o próprio jardim tem tanta história quanto a cidade! <3 A localização do Jardim também é uma felicidade a parte: ao lado do Campo de Marte (o Field of Mars que falamos na semana passada), de frente ao Rio Neva! Fala se não é pra se apaixonar? Falando em paixão, para os nossos queridos Tatia e Shura então, o Jardim de Verão é mais que especial.

“Eles cruzaram o Campo de Marte, em direção ao Jardim de Verão. Ao fim da rua, o rio Neva brilhava na luz da noite, por mais que já fosse quase nove horas. O Jardim de Verão era o lugar errado para eles. Alexander e Tatiana não conseguiram achar um banco vazio dentre os longos corredores, as estatuas gregas, e os amantes entrelaçados…”

pic1Algumas imagens do Jardim de Verão! Simplesmente lindo! 

Dentro do espaço onde hoje abriga o Jardim de Verão, também fica a residência de verão do Czar Pedro, o Grande (praticamente o patrono de toda a cidade), além de espaços com belas fontes (relembrando as Fábulas de Esopo) e locais utilizados pelo Czar e sua esposa em visitas ao local. Muitos destes espaços foram destruídos na inundação de 1777 e mesmo com a restauração, nem tudo voltou ao seu devido local.  Todo o Jardim é ladeado por belíssimas estátuas de deuses gregos, mas muitas destas estátuas foram destruídas e réplicas foram comissionadas para tomarem seus lugares.

“Eles finalmente acharam um local para se sentarem, perto da estátua de Saturno. Aquele não era o local ideal, Tatiana pensou, já que Saturno estava com a boca aberta e engolia uma criança (…). Alexander colocou a vodka de lado, e olhou para Saturno. ‘Uma outra estátua teria sido melhor, não acha?’ ele perguntou. ‘Minha comida está entalada na minha garganta enquanto vejo Saturno devorando um dos seus próprios filhos.’ “

20140625_120106E aqui está ele: o banco onde Alexander comemorou o aniversário da Tatiana, de frente a estátua de Saturno (e sim, eu sentei ali também)!! <3 <3 

Siiiiiim, o aniversário de Tatiana! <3 Talvez uma das passagens mais meigas e emocionantes de todo o livro! Foi uma verdadeira emoção entrar no Jardim de Verão, hoje todo restaurado e sob posse do Russian Museum, a maior entidade histórica do país. Não é cobrado entrada no local, eles apenas pedem uma singela doação para manutenção do Jardim. Logo na entrada você é recebido por uma placa comemorativa da elevação do parque à status de museu e uma explicação interessante para nós, leitores de O Cavaleiro de Bronze: vocês sabiam que mesmo durante o cerco a Leningrado nenhuma árvore foi cortada do Jardim de Verão? Pode-se dizer que é um dos poucos lugares em toda São Petersburgo que se mantém 100% fiel a época.

Bom, ficamos por aqui e quinta feira, 07/08, falaremos sobre a Catedral de St. Isaac’s! Quem lembrar tuuuuuuuuuuuuudo que aconteceu por lá ganha um biscoito! o/

PS: E só pra não dizerem que eu sou malvada, aqui vai meu sorvete de Crème Brûlée direto do Jardim de Verão! (e sim, eu fiquei sentada numa p#rra de um banquinho esperando um soldado de uniforme que não chegou :'( !)

20140625_114430Meu sorvete de Crème Brûlée, até fiquei sentadinha no banquinho…só faltou meu Shura… #chateada

Até lá!

~Viviane Cordeiro (Vivika)

#TBHBRnaRússia | # 4 Campo de Marte (Field of Mars)

‘Se você precisar acender alguma coisa, acenderemos na chama eterna do Campo de Marte. Nós passamos por ela no domingo passado, lembra-se?’
Ela se lembrava. ‘Não se pode tocar naquela chama Bolchevique,’ disse ela, com um passo para trás. ‘É quase um sacrilégio.’
Alexander riu. ‘Às vezes nós cozinhamos kebabs nela nas nossas noites de folga. Isso é um sacrilégio? Além do mais, eu achava que não existia Deus.’ “

Lembro-me de quando li O Cavaleiro de Bronze pela primeira vez fiquei pensando nessa tal chama eterna… que raios era isso? Eu tenho uma mente muito parecida com a do Bob, lembram dele, do Fantástico Mundo de Bob? Na minha cabeça tudo não passava de uma praça com uma vela enoooorme (eu sei, tenho sério problemas hahahahaha) e sendo bem sincera eu não estava tããão errada! A diferença é a história que essa ‘chama eterna’ e todo o seu parque carregam….
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O campo do Field of Mars (ou Campo de Marte na versão da Ed. Novo Século e Marsovo Pole em russo) é tão ‘idoso’ quanto a própria cidade.  O campo ganhou seu nome devido a Marte, o Deus da Guerra na Mitologia Romana, e por muito tempos o local também ganhou nomes diferentes: Great Meadow, Tsarina’s Meadow, até que em 1818 ganhou o nome pelo qual ficou marcado na memória dos fãs de TBH. E vale comentar que ele fica ao lado do Jardim de Verão!

Durante muito tempo o local serviu para as mais diversas funções como celebrações das vitórias do exército russo, inspeções de tropas, local de treinamento de regimentos. A partir de 1917/1918 o local passou a ser conhecido como Praça das Vítimas da Revolução pois o local acabou se tornando o último abrigo daqueles que morreram durante a Revolução de Fevereiro e tiveram um memorial erguido em sua memória; posteriormente outras vítimas da Guerra Civil também foram enterradas no Campo de Marte. Já durante o cerco a Leningrado, o Campo se transformou em uma enorme plantação de vegetais para ajudar no abastecimento da cidade.

“As flores de lilás deixavam Alexander especialmente feliz – o Campo de Marte ficava cheio delas no alto da primavera. Ele conseguia sentir o cheio desde os barracões. Era um de seus cheiros favoritos, lilás no Campo de Marte. Mas não o seu cheiro favorito: da respiração de uma Tatiana viva enquanto beijava seu rosto inconsciente, como da noite passada. As flores de lilás não conseguiam competir com aquele cheiro.”

20140625_113344As flores podem até não serem as mesmas que Alexander fala, mas a sensação é muito parecida! <3 E lááá no fundo, as belas cúpulas da Igreja do Sangue Derramado.

Agora vem uma questão interessante: a chama eterna, que Paullina menciona no livro (e inclusive está na citação do inicio deste post) somente foi construída em 1957 (conforme o site oficial da cidade que vocês podem conferir aqui!) – o que significa que dentro da uma reconstrução histórica, Alexander não poderia tê-la usado para esquentar seu kebab! rs É interessante comentar que esta foi a primeira chama eterna em toda Rússia – e que por ter sido a primeira, foi ela que acendeu outras duas que se encontram em importantes monumentos históricos do país (uma no Cemitério de Piskaryovskoye em São Petersburgo, onde estão enterradas as vítimas do cerco e outra no Túmulo do Soldado Desconhecido no Kremlin em Moscou).

1Algumas imagens do Field of Mars

 

Espero que vocês tenham gostado! :) Segunda que vem – preparem os coraçõezinhos! – vamos falar do Jardim de Verão! *suspira* Até lá! <3

~Viviane Cordeiro (Vivika)

#TBHBRnaRússia | # 3 Nevsky Prospekt & Rio Neva

Alexander carregava Tatiana em suas costas, e com seu braço a protegendo, eles seguiam pelas ruas da cidade de volta a Fifth Soviet. Já passava das duas da manhã. Amanhã o dia deles começaria as seis, e aqui eles continuavam, agarrando-se um ao outro nas restantes horas da noite. Ele a carregou em seus braços pela Nevsky Prospekt. Ela carregava o rifle dele. Ele a carregava em suas costas. Eles estavam totalmente sozinhos, enquanto seguiam pela escura Leningrado.”

A Nevsky Prospekt é de longe um dos grande points da cidade. Extremamente longa e com lojas para todos os gostos, a Nevsky é uma verdadeira loucura. Durante o verão muitas lojas chegam a ficar abertas até meados das 22hs, e graças as Noites Brancas muitas vezes as pessoas (especialmente os turistas, tipo eu!) perdem a noção do horário e quando vão dar por si já passou-se das 23hs e tudo já fechou!

20140625_214949Essa é a Nevsky Prospekt, as NOVE HORAS DA NOITE! <3 Me apaixonei pelas Noites Brancas!
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#TBHBRnaRússia | #2 Leningrado x São Petersburgo: as primeiras impressões da terra de Tatiana Metanova

Se preparem porque de agora em diante os posts serão graaaaaaannnndeeees, do tamanho do Rio Neva! HAHAHA

Minha primeira impressão da cultura russa começou com um verdadeiro choque! Viajei de Munique, Alemanha para São Petersburgo com a Cia Aérea Rossiya, um dos braços da gigante russa Aeroflot. Ainda no vôo, a jovem comissária estava distribuindo os lanchinhos da viagem e quando ela parou próxima a mim, eu apenas conseguia vislumbrar a boca dela abrindo e fechando de uma forma desconexa. Foi quando percebi que eu estava indo para um país o qual eu simplesmente não falo a língua – nadinha! Que raios uma professora de inglês vai fazer em um país no qual ninguém fala a língua da terra da Rainha!? Depois dos segundos iniciais de choque, dei um sorriso amarelo e apontei pra latinha de Coca Cola e comecei a repensar em todo o plano de chegada. Não tem aquele ditado, ‘em Roma, faça como os Romanos‘? Eu simplesmente adaptei para ‘na Rússia…‘ e fui a luta!

20140624_165113 V2Essa foi a minha primeira visão de Píter… uma tarde cinzenta em pleno verão!

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#TBHBRnaRússia | #1 Nossa Jornada ao Universo de Tatiana & Alexander

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Quando você se apaixona por um livro, você se enxerga dentro daquele universo. Cruza as mesmas ruas, respira daquele ar, vive aquelas experiências – acredito que todos os booklovers já passaram por isso (e se não passaram estão perdendo uma experiência muito louca!!).

Ano passado eu tomei uma decisão: por mais de oito anos havia acalentado o sonho de fazer um mochilão por alguns países da Europa (mochilão meeeesmo! Daqueles de dormir no chão do aeroporto e xavecar o tio do hostel por um desconto na diária!). Existiam uma série de fatores que pressionavam para que a minha decisão saísse o mais cedo possível: idade (táááá bom, 28 anos não pode ser considerado como uma idosa, mas quando tu começa a fazer tour em hostel e ver a idade do povo….well…. é f#da!), a Copa do Mundo estava chegando (por mais que a minha Alemanha tenha levado a taça, eu trabalho como professora de inglês em tempo integral, o que significa que durante os trinta dias do campeonato eu não teria $$ e tampouco trabalho, haja visto que criatura nenhuma quer estudar nessa época do ano) e por ae vai.

Durante todo esse processo eu já tinha na minha mente uma idéia dos locais que eu queria visitar: Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Rep. Checa, Áustria, Portugal, Espanha e…. Rússia! Siiiiiiiiimmmm! Eu queria ir para a Mãe Rússia e visitar a São Petersburgo que um dia foi a casa de Dostoiévski, de Tchaikovsky, dos Romanovs, do café ruim (mas do chá magnífico!) e, é claro, de Tatiana & Alexander.

Nesta série de posts farei o possível e o impossível para levar os leitores do nosso humilde blog nesta maluca viagem de refazer os passos dos nossos amados personagens. Na Rússia eu ri, chorei, passei raiva, depois transbordei de paixão e alegria… vivenciei São Petersburgo aos extremos como todo bom e velho russo. Andei pelas ruas descritas pela nossa querida Paullina Simons, e nessa caminhada esperava encontrar todos aqueles rostos que eu construi em minha mente enquanto lia a trilogia, e é justamente isso que quero compartilhar com vocês, seus lindos! <3

Como tem muuuuuuuuuuitas fotos, citações dos livros e só Deus sabe mais o que, dividiremos estes posts em 12 capítulos (incluindo esse de hoje, então não se empolguem!) que serão postados todas as segundas e quintas feiras atéééé final de agosto!

Saibam que tudo aquilo que será postado aqui foi feito de coração aberto não apenas para mim mas para todos que um dia se apaixonaram por esta história. Eu, a Alê e a Fabi queremos levar ‘O Cavaleiro de Bronze’ aos quatro cantos do Brasil, pois afinal, uma história tão magnífica quanto essa merece ser contada!

Muito obrigada pelo carinho e pela paciência que sempre tiveram conosco e sejam bem vindos a nossa “lotação em direção à Rússia de Tatiana & Alexander<3

~ Viviane Cordeiro (Vivika)