#TBHBRnaRússia | #1 Nossa Jornada ao Universo de Tatiana & Alexander

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Quando você se apaixona por um livro, você se enxerga dentro daquele universo. Cruza as mesmas ruas, respira daquele ar, vive aquelas experiências – acredito que todos os booklovers já passaram por isso (e se não passaram estão perdendo uma experiência muito louca!!).

Ano passado eu tomei uma decisão: por mais de oito anos havia acalentado o sonho de fazer um mochilão por alguns países da Europa (mochilão meeeesmo! Daqueles de dormir no chão do aeroporto e xavecar o tio do hostel por um desconto na diária!). Existiam uma série de fatores que pressionavam para que a minha decisão saísse o mais cedo possível: idade (táááá bom, 28 anos não pode ser considerado como uma idosa, mas quando tu começa a fazer tour em hostel e ver a idade do povo….well…. é f#da!), a Copa do Mundo estava chegando (por mais que a minha Alemanha tenha levado a taça, eu trabalho como professora de inglês em tempo integral, o que significa que durante os trinta dias do campeonato eu não teria $$ e tampouco trabalho, haja visto que criatura nenhuma quer estudar nessa época do ano) e por ae vai.

Durante todo esse processo eu já tinha na minha mente uma idéia dos locais que eu queria visitar: Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Rep. Checa, Áustria, Portugal, Espanha e…. Rússia! Siiiiiiiiimmmm! Eu queria ir para a Mãe Rússia e visitar a São Petersburgo que um dia foi a casa de Dostoiévski, de Tchaikovsky, dos Romanovs, do café ruim (mas do chá magnífico!) e, é claro, de Tatiana & Alexander.

Nesta série de posts farei o possível e o impossível para levar os leitores do nosso humilde blog nesta maluca viagem de refazer os passos dos nossos amados personagens. Na Rússia eu ri, chorei, passei raiva, depois transbordei de paixão e alegria… vivenciei São Petersburgo aos extremos como todo bom e velho russo. Andei pelas ruas descritas pela nossa querida Paullina Simons, e nessa caminhada esperava encontrar todos aqueles rostos que eu construi em minha mente enquanto lia a trilogia, e é justamente isso que quero compartilhar com vocês, seus lindos! <3

Como tem muuuuuuuuuuitas fotos, citações dos livros e só Deus sabe mais o que, dividiremos estes posts em 12 capítulos (incluindo esse de hoje, então não se empolguem!) que serão postados todas as segundas e quintas feiras atéééé final de agosto!

Saibam que tudo aquilo que será postado aqui foi feito de coração aberto não apenas para mim mas para todos que um dia se apaixonaram por esta história. Eu, a Alê e a Fabi queremos levar ‘O Cavaleiro de Bronze’ aos quatro cantos do Brasil, pois afinal, uma história tão magnífica quanto essa merece ser contada!

Muito obrigada pelo carinho e pela paciência que sempre tiveram conosco e sejam bem vindos a nossa “lotação em direção à Rússia de Tatiana & Alexander<3

~ Viviane Cordeiro (Vivika)

Resenha: Blog ‘Meu celular, uma música e um livro’

Encontrei essa resenha fofíssima no blog Meu Celular, uma Música e um Livro da edição brasileira de O Cavaleiro de Bronze. Nesse post, ela fala somente do primeiro volume, aquele da capa cor de rosa. A autora prometeu publicar posteriormente sua resenha do segundo volume do primeiro livro: O Portão Dourado.

Vou postar aqui alguns trechos da resenha, para ler o texto completo, por favor visite o blog Meu Celular, uma Música e um Livro. ;)

 capa ocdb“Em O Cavaleiro de Bronze acompanhamos a vida de Tatiana Metanova na Rússia Soviética em plena Segunda Guerra Mundial.
Tatiana vive em pequeno apartamento com os pais, avós, o irmão gêmeo Pasha e a irmã mais velha Dasha.”

(…)

“Os Metanov decidem se prevenir e assim mandam Tatiana a cidade para comprar o que julgam necessário para passar bem durante alguns meses.
Foi enquanto esperava o ônibus que ela conheceu Alexander, um soldado da União Soviética.
Tatiana sente uma profunda atração por Alexander desde o momento em que coloca os olhos nele mas sua família a trata como uma criança, então ela não sabe como lhe dar com esse novo sentimento. É uma menina diante de um homem.”

(…)

“O Cavaleiro de Bronze é um livro que mexeu bastante comigo. É uma história maravilhosa que te envolve e te prende, fazendo com que sinta o drama dos personagens.
Tatiana que começa a história como uma garota tímida e inocente tem uma grande evolução que – acredito eu – não se deve apenas a guerra que a obriga a crescer e encarar uma dura realidade mas também ao fato de ser apaixonada pelo namorado da irmã, ser correspondida por ele e ainda sim ser obrigada a esconder esse sentimento de todos.”

(…)

“Eu fiquei impressionada com a generosidade da personagem. Ela é tão bondosa que realmente chega a colocar outras pessoas na frente dela própria. Vemos ela se apaixonar por Alexander e abrir mão dele pela felicidade da irmã, no auge da guerra quando quase não se tem comida ela ainda arranja do pouco que tem para dividir com a vizinha que tem o filho doente. Isso é só um pouco do que ela faz por aqueles que ama.”

(…)

“Eu não sei o que seria de Tatiana e Alexander se não tivessem um ao outro, eles são como dois pedaços de um quebra-cabeça que se completam.
Ela precisa de um suporte para conseguir atravessar o mau tempo assim como ele precisa de uma motivação para permanecer vivo na batalha, e o amor deles é esse suporte, essa motivação.”

(…)

“Também adorei o modo como a autora retrata a segunda guerra. Eu amo história e nunca me canso de saber mais sobre aqueles anos cheios de conflito, no entanto nunca tinha lido nada que me fizesse sentir como se tivesse vivenciado aquilo.”

Ordo Amoris

 

“Tivemos nossos anos felizes, eu e você, mas agora acabou, Baby Blue. Você era pura vida e eu era um tolo, tão jovem … bêbado em nossos passeios no Central Park sob a grande lua amarela e nossos vidros embaçados  do Biltmore. Você estava sempre dizendo que não tínhamos futuro … e você estava certa. Eu tinha sonhado com “non la luna che c’e . Você se lembra quando nós falamos sobre Santo Agostinho? Daquilo ele chamou Ordo amoris, a ordem no amor? Ele disse que a verdadeira virtude e amor verdadeiro para os seres humanos é definido pela atribuição a cada objeto o grau preciso de amor que ele era ele mesmo, que ele merecia. Sempre fomos descompensados nesse sentido. [...] Houve um tempo em que eu pensei que o que eu sentia por você era real. Houve um tempo em que eu pensei que o que eu sentia por você era amor, em maiúsculas: Vy sgubili menya/ochi chernye ¹. Agora eu sou grato porque você sempre soube a diferença, sempre foi mais sensata. Obrigado por abrir meus olhos para o que nós não éramos, mas que tanto se assemelhava a verdade.
Ti amavo e tremo.”

¹”Você me arruinou olhos negros”

The summer garden

Explicação da Fabi <3 : Pessoal, esse quote é um trecho de uma carta lindíssima demais da vida de The summer garden! Não posso falar detalhes pois seria um ultra spoiler… Mas me chamou atenção o Ordo Amoris. Pesquisei seu significado e gostaria de dividir com vocês! ;)

O que é Ordo Amoris? 

Em poucas palavras, Agostinho diferencia, na sua doutrina da ética, dois conceitos fundamentais que nortearão esse aspecto de sua filosofia, a saber, o conceito de uti e frui.

Na vida moral do sujeito, os atos individuais implicam uma tomada de posição frente as coisas. Para Agostinho, utilizamos as coisas ou fruímos as coisas. Fruir significa amar a coisa por ela mesma. Usar é se servir de algo como meio para atingir aquilo que se ama, apenas se o objeto for digno de ser amado, diz Agostinho. A fruição só pode ser de Deus, pois ele é o sumo bem e o único que pode ser amado em si mesmo, por ser Deus e nada estar acima dele.

Como apenas Deus merece a fruição, o amor ilimitado, os outros objetos terão um amor limitado, melhor dizendo, os outros objeto deverão ser limitados ao tipo de amor que eles merecem. “Nossa primeira tarefa moral é, pois, a de ajuizar todas as coisas segundo o seu verdadeiro valor, e de conformar o nosso amor a essa valoração. O resultado de tal procedimento será a instauração da ordem do amor pela prática da virtude, que outra coisa não é senão o amor bem ordenado: ‘Unde mihi videtur, quod definitio brevis et vera virtutis: ordo est amoris‘. O vício, por sua vez, é a inversão desta ordem do amor”.

Basicamente a ordem do amor é isso, e essa ordem será fundamental para Agostinho fundar sua ética e sua ordem social na Cidade de Deus.

Fonte

Trecho do livro "the summer garden" em espanhol.

Trecho do livro “The summer garden” em espanhol.

 

Músicas que são citadas no quote/carta!! :D

Espero que curtam e se emocionem como eu ! *-*

~ Fabi

Citação Do Dia

Jomax - Arizona

Jomax – Arizona

Leningrado, 1941

“[...] Se nós sobrevivermos a  isso, Alexander, eu juro que vou deixar Leningrado, e vamos para a Ucrânia, Mar Negro, em algum lugar onde não é frio, disse Dasha.

“Não há lugar assim na Rússia”, disse o oficial. Tinha um casaco cáqui acolchoado sobre o uniforme e sua cabeça coberta com shapka. Quando Dasha insistiu, ele disse: Não. Estamos muito longe ao norte. Os invernos são muito duros na Rússia.

- Existe algum lugar no mundo onde não se congela no inverno?

-Arizona.

-Arizona. Na África?

-Não. -Alexander exalou um suspiro suave. Tania, você sabe onde é o Arizona?

-Nos Estados Unidos. – O calor que ela recebia vinha através da grelha da salamandra e de Alexander. Apoiou a cabeça em seu braço. E -Sim. É um estado. Perto da Califórnia. É terra deserta. Quarenta graus no verão e vinte no inverno. Todos os anos. Nunca há neve.”

 The Bronze Horseman

Arizona, 1947

“[...] Tatiana deu de ombros.- O que posso dizer? Eu também estou confusa… mordiscou os lábios.Você imaginaria a possibilidade … de viver aqui? Perguntou cautelosamente.

- Nunca! Olhe para o ar. Queima o rosto. Mas por que você quer viver aqui …?

De repente, Alexander parou, abriu os olhos e lembrou…

‘Gostaria de viver no Arizona, Tatia, a terra de poucos mananciais?’

Ele havia lhe dito, em outro tempo, em outra vida.

- Vamos!!! Disse ele lentamente. Não me diga que … eu não acredito em você … você … não … não! – Alexander deixou escapar uma risada incrédula. Só agora me dei conta! Não tinha percebido! Uau, como sou inteligente, como sou esperto! Não sei como ganhamos a guerra! Tania, por favor … Lembra de quando te disse isso?

-’Lembro-me como se estivesse dizendo agora ‘, disse ela, com os braços cruzados.”

The Summer Garden

Notinha da Fabi <3 : Tradução do espanhol :)

Estou lendo The Summer Garden de novo…Não consigo superar esse livro gente!!

~ Fabi

Um Lugar Chamado Lazarevo

“Lazarevo derrama-se em minha alma, gota a gota, do amanhecer ao luar do rio Kama. Quando procurar por mim, procure por mim lá, pois é lá que estarei todos os dias de minha vida.”

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Quem não sente um friozinho na barriga ao lembrar dos momentos mágicos de plena felicidade vividos por Tatiana e Alexander em Lazarevo?

Lazarevo é onde o amor pleno se eterniza. É onde dois corpos se unem em comunhão com a natureza e as almas alimentam-se de momentos fugazes, de pequenas felicidades. É onde finalmente pensamos que o mundo é um lugar maravilhoso, bom e seguro. É para onde queremos ir para terminar os dias de nossas vidas ao lado da pessoa amada.

Mas onde fica, de fato, a vila de Lazarevo às margens do rio Kama, no vale dos montes Urais? (clique nas imagens para ampliar)

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 Se você pesquisar no Google maps (eu já procurei!), encontrará diversas ‘Lazarevos’ espalhadas pelo território russo, porém nenhuma com a localização exata citada no livro. Acontece que a Lazarevo da história não existe de verdade. As imagens abaixo são apenas ilustrativas para que o leitor tenha uma noção da distância entre Leningrado (atual São Petersburgo) e o lugar aproximado de Lazarevo (distrito de Perm). São 1.869km de distância, atualmente percorridos em 1 dia e 5 horas de trem. Na época, certamente esse tempo era muito mais longo. No livro, a pequena vila de pescadores chamada Lazarevo fica localizada a 10km do distrito de Molotov, que atualmente é parte da cidade de Perm.

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 Foi em Molotov que Alexander e Tatiana se casaram, no dia em que Tatiana completou 18 anos de idade.

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A autora Paulina Simons explicou em seu site oficial que criou um lugar fictício para que aquela magia existisse somente na memória de quem leu os livros, como uma representação do paraíso, e pode ser qualquer lugar onde se possa ser feliz. Um santuário de amor. Então, nem adiante ficar horas pesquisando o mapa da Rússia por que você não encontrará Lazarevo. O que podemos fazer é procurar imagens que representam de maneira mais fiel o cenário tão belamente descrito pela autora.

Paullina disse o seguinte sobre Lazarevo:

“Lazarevo foi o ponto principal de todo o meu livro em que foi demonstrado que o amor deles era simples, universal, apaixonado e difícil de chegar a um lugar onde a ideologia é colocada acima da humanidade.”

E compartilhou a seguinte foto que ilustra a floresta de pinhos e ao fundo os Montes Urais.

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“Alexander foi para Lazarevo impulsionado pela fé.”

“O velho Alexander já não existia. Morreu e renasceu dentro daquele coração perfeito, em uma alma pura que lhe foi dada diretamente por Deus. Para ele por Deus.”

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“Você ouviu os ventos estelares, sendo carregados dos céus como um sussurro, direto da antiguidade… em direção à eternidade…“
“O que eles estão sussurrando?”
“Tatiana… Tatiana… Ta… tiana…”
“Pare, por favor.”
“Você vai se lembrar disso? Em qualquer lugar que você esteja, você poderá olhar para os céus e encontrar Perseus, encontrar aquele sorriso e ouvir o seu nome como um sussurro galático do vento, você saberá que sou eu, chamando por você… te chamando de volta à Lazarevo.“

Como podem perceber, Lazarevo é a essência da série O Cavaleiro de Bronze, sem Lazarevo não existiria Tatiana & Alexander nem The Summer Garden, nem Anthony, nem mesa de cortar batatas, nem mergulhos sem roupa no rio, nem strip poker…

Deixo vocês com uma série de imagens que selecionei para ilustrar um pouco desse paraíso e alimentar sua imaginação! Algumas são fotos reais dos montes Urais e do rio Kama  na Rússia, outras são apenas simbólicas. ;)

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Montes Urais - Rússia

Montes Urais – Rússia

Rio Kama

Rio Kama

Montes Urais e Rio Kama

Montes Urais e Rio Kama

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~ Alê

Fonte de algumas das informações sobre localização e sobre Paullina

Citação do Dia

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“Eu vou morrer,” ele sussurrou para ela. “Morrer, Tatiana.”

Você vai morrer? Pensou Tatiana, e começou a rastejar até a borda da cama para descer. Alexander a impediu.

“Aonde você vai? Durma comigo.”

“Não Shura.”

“O que?” Ele sorriu, ainda ofegante. “Você não confia em mim?”

“Nem por um segundo.” Ela retribuiu o sorriso.

“Prometo que serei bonzinho.”

“Não, eles virão até aqui, eles nos verão.”

“Ver o que? O que eles vão fazer?” Ele não largava os braços dela. “Tatia, bem aqui,” ele sussurrou, batendo levemente no peito. “Do jeitinho que você fez em Luga. Lembra? Você me chamou, você disse ‘venha para perto de mim.’ Bem, agora eu estou lhe dizendo para vir.”

Tatiana rastejou até ele e colocou a cabeça na curva de seu braço. Alexander cobriu ambos com os cobertores e a abraçou. Ela colocou a mão em seu peito suave, sentindo seu coração acelerado. “Shura, querido…”

“Eu ficarei bem,” ele disse, soando como se não o fosse.

“Assim como em Luga.” Ela esfregou o peito dele gentilmente.

“Talvez um pouco mais embaixo? Brincadeira, brincadeira,” ele disse rapidamente quando Tatiana parou. “Eu amo seu cabelo sobre mim,” Alexander sussurrou, acariciando sua cabeça, beijando sua testa. “Amo tudo seu junto a mim.”

- O Portão Dourado – O Cavaleiro de Bronze:Livro II

~ Alê